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1º ENCONTRO HIP HOP MULHER

25 E 26 DE JULHO DE 2009 em São Paulo.


FORMAÇÃO POLÍTICA

INTERCÃMBIO CULTURAL

OFICINAS TEMÁTICAS

ATIVIDADE ARTÍSTICA



www.hiphopmulher.com.br



PROGRAMAÇÃO

25/07/2009 (SÁBADO):

  • 10h (manhã) Painel de Abertura: Nosso papel é mudar!

Mesa: Kênia Tomac – Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo;

Ana Tomé – Centro Cultural da Espanha;

Eleílson Leite – ONG Ação Educativa;

Rúbia Fraga – Rapper;

Ana Clara Marques – Grafiteira;

Monique Mendonça dos Santos – B Girl;

Simone Lasdenas Wenceslau “Dj Simmone” – DJ (a confirmar);

Tiely Queen – Coordenadora do Projeto Hip Hop Mulher.

  • 12h:00m às 13h:00m: ALMOÇO;
  • 13h30m às 15h30m: 1ª OFICINA – “Respeito Acima de Tudo! – Diversidades”, com Valéria Melki Busin – Católicas pelo Direito de Decidir;
  • 15h30m: Intervalo – (projeção de curtas e café);
  • 16h00m às 18h30m: 2ª OFICINA: “Mulher e Política – Conquistando espaços de Direito” com Fernanda Papa – Fundação Friedrich Ebert.
  • 18h30m: Encerra o 1º dia.

26/07/2009 (DOMINGO):

  • 10h00m às 12h30m: 3ª OFICINA: “A mulher no Hip Hop, vozes pra causar!”, com Ana Lúcia Silva Souza – colaboradora da Ação Educativa;
  • 12h30m às 13h30m: ALMOÇO.
  • 14h00m às 16h30m: 4ª OFICINA: “Ler e Escrever – O Poder em nossas mãos!”, com Cidinha da Silva – escritora;
  • 16h30m: Intervalo – (projeção de curtas e café);
  • 17h00m às 19h00m: 5ª OFICINA: “Produção Cultural – Quando o lúdico se transforma em profissão.” com Nega Duda do Recôncavo (Cantora e compositora) e Giselda Perê (Artista e Educadora, integrante do Coletivo Agbalá).
  • 20h00m: FESTA DE ENCERRAMENTO (ABERTA AO PÚBLICO) – AS APRESENTAÇÕES SERÃO DEFINIDAS NA PRIMEIRA SEMANA DE JULHO.

O GT Juventude Negra, do Conselho Nacional de Juventude, elaborou um relatório com sua análise sobre as políticas públicas para a juventude negra, tendo como base o I Enjune (Encontro Nacional da Juventude Negra), cujas resoluções foram definidas como prioridade número 1 pela I Conferência Nacional de Juventude. Além disso, o grupo analisou as resoluções da I Conferência Nacional da Promoção da Igualdade Racial (Conapir) e da Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância de Durban. O documento foi apresentado durante a última reunião do Conselho, no início de junho.

O maior desafio dos conselheiros foi direcionar as ações, diante da pauta com mais de 700 resoluções definidas pelo movimento de juventude negra. Além disso, era preciso identificar os marcos, tratados e resoluções assinadas pelo Brasil e que atingem, de alguma forma, o segmento.

O passo seguinte foi a realização de uma oficina que possibilitou um amplo debate das questões étnico-raciais, auxiliando o GT na definição de suas prioridades, estabelecidas e focadas nos seguintes pontos:

  • acompanhamento, pelo conjunto do Conselho, da primeira resolução da Conferência Nacional de Juventude;
  • inclusão do recorte étnico-racial e geracional na rede de políticas universais;
  • incidência e acompanhamento do PPA a fim de que as políticas universais tenham recorte étnico racial;
  • imersão no conjunto das políticas e programas para a juventude que estão em curso nos diversos ministérios;
  • diálogo com o IBGE para o fornecimento de dados desagregados sobre educação, saúde e emprego, entre outros, com recorte na juventude negra;
  • diálogo com a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para inclusão da perspectiva étnico-racial nos cursos de formação de conselheiros.

Luta a favor das cotas

A apresentação do GT estimulou a discussão sobre o sistema de cotas para afrodescendentes em universidades públicas, uma vez que ele ameaçou ser suspenso no Rio de Janeiro, justamente o primeiro lugar a implementar a lei. O Conjuve se posicionou contra a medida, assinando uma moção de repúdio à decisão da Justiça do Rio e ratificando a importância do sistema de cotas na redução das desigualdades que ainda são predominantes no país. A preocupação do conselho foi de que este fato, embora isolado, abrisse precedente jurídico contra as ações afirmativas.

Em Maio, o Tribunal de Justiça do Rio concedeu liminar suspendendo as cotas na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, acatando ação direta de inconstitucionalidade do deputado estadual Flávio Bolsonaro. O Tribunal, no entanto, recuou da sua posição, após intensa mobilização social promovida por diversas entidades, como UNE e UBES, e um pedido do governo do estado e da Universidade Federal do RJ, que alegaram falta de tempo hábil para alterar o edital do vestibular deste ano.

Leia artigo sobre juventude negra e políticas públicas

 Artigo Juventude Negra:  http://www.planalto.gov.br/evento/boletim_juventude/2009-07-01/index.htm

Mulheres Jovens!!!

Edital do XI Concurso de Projetos ELAS – Fundo de Investimento Social, em parceria com outros 2 Fundos integrantes do Consórcio de Fundos de Mulheres da América Latina, Fondo Alquimia  (Chile) e Fondo de Mujeres del Sur (Argentina, Paraguai e Uruguai), numa forma inovadora de captar recursos e fazer parcerias, convoca o CONCURSO DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA DAS MULHERES JOVENS, apoiado pelo UNIFEM – Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a mulher, e destinado a promover ações e iniciativas que visem a transformação da vida das mulheres.

” Direitos Humanos e Cidadania das Mulheres Jovens”

 O Consórcio Latino Americano e do Caribe de Fundos de Mulheres, tem o objetivo de buscar, mobilizar, distribuir e ampliar os recursos financeiros, assim como contribuir para o fortalecimento do movimento de mulheres e a construção de múltiplas capacidades das diversas organizações de direitos humanos das mulheres adultas e jovens, bem como de meninas da região.

Especificidade deste Concurso

Tema Geral: “DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA DAS MULHERES JOVENS”.

 Objetivos do Concurso: Estimular a articulação das organizações de mulheres jovens (18 a 29 anos) com as demais organizações de mulheres e feministas, com vistas ao desenvolvimento de ações locais de grande impacto e de curto prazo para consolidar os direitos humanos e de cidadania das mulheres jovens.

Incentivar o protagonismo das mulheres jovens e sua capacidade de articulação através de donativos semente que permitam a promoção de sua participação em espaços de incidência.

 Foco do Concurso: Direito das mulheres jovens nas áreas de:

Educação

Cultura

Saúde

Formação política

Sexualidade e reprodução

Comunicação

Diálogo inter-geracional e com o movimento feminista

Incidência em espaços de poder

 Atividades desejadas: De capacitação e difusão dos direitos das mulheres jovens nas áreas mencionadas;

De reivindicação de direitos e políticas públicas para as mulheres jovens, ainda sem regulamentação ou cujo exercício seja reduzido;

De articulação com outras redes de jovens, feministas e de direitos humanos nas áreas mencionadas com vistas ao fortalecimento das redes de mulheres jovens e divulgação de seu ideário;

De fortalecimento das redes de mulheres jovens, de modo a evidenciar sua capacidade de produzir mudanças como atrizes políticas significativas;

Campanhas locais nas áreas de direitos das mulheres jovens.

Regiões Geográficas: todos os Estados da Federação.

 Público Alvo: grupos e organizações de mulheres jovens do Brasil, principalmente jovens afro-descendentes, indígenas, lésbicas e bi-sexuais.

Montante dos Recursos

Para este Concurso, contamos com U$ 130.000,00 (cento e trinta mil dólares) para serem doados a projetos de grupos de jovens dos 3 Fundos do Consórcio, mas cada projeto deverá ser orçado entre U$ 4.000,00 e U$ 10.000,00 (quatro mil e dez mil dólares). cada grupo ou organização só poderá enviar 1 (um) projeto.

Duração do Projeto: 08 meses (de 1º de setembro de 2009 a 30 de maio de 2010)

Atenção:

Critérios de Participação

Critérios de Seleção: A avaliação e seleção dos projetos caberá unicamente ao Conselho Deliberativo do ELAS – Fundo de Investimento Social. Para saber quem são nossas conselheiras, entre no nosso site: www.fundosocialelas.org em “Equipe e Conselhos”.

Os seguintes critérios serão levados em conta na avaliação do projeto:

Defesa e promoção dos direitos humanos das mulheres jovens;

Adequação do projeto aos objetivos gerais do concurso;

Promoção de mudanças na vida das mulheres jovens;

Potencial para ser multiplicado em outros locais;

Idoneidade e histórico do grupo ou organização proponente;

Organizações ou grupos que tenham menos acesso a recursos terão prioridade.

 Como participar?

Para participar é necessário preencher o formulário para solicitação de financiamento que se encontra em anexo. Ele tem três partes: as duas primeiras (I e II) contém as informações necessárias sobre o grupo ou organização. Você deve preenchê-las e colocá-las num envelope à parte com o título: Dados de identificação. A terceira parte (III) contém as informações sobre o projeto e deve vir com o pseudônimo (nome fantasia) da organização. Essa é a parte que você deve enviar com cópia para o Fundo, juntamente com o envelope com os dados de identificação (partes I e II), em outro envelope, com o endereço do ELAS – Fundo de Investimento Social, que se encontra no final deste formulário.

 Prazo de início: dia 15 de junho de 2009

 Prazo Final: dia 15 de julho de 2009 (não vale o carimbo de correio, antes desta data o projeto deve ter dado entrada na sede do ELAS).

 Período de seleção: segunda quinzena de julho e primeira quinzena de agosto de 2009

 Divulgação dos resultados: 17 de agosto de 2009

 Início dos projetos: 01 de setembro de 2009

Encerramento dos projetos com prestação de contas narrativa e financeira: 31 de maio de 2010

 Divulgação do Resultado do ConcursoOs projetos selecionados pelo Conselho Deliberativo serão divulgados na data marcada neste Edital, no site do ELAS – Fundo de Investimento Social (www.fundosocialelas.org).
 
Os grupos e organizações autores dos projetos selecionados para receberem a doação, serão contatados por telefone, e-mail ou correio, dependendo da forma de contato que tenham enviado. Os demais projetos não selecionados, não serão notificados, nem devolvidos.
 Responsabilidade das entidades apoiadas
1. As entidades apoiadas deverão oferecer todas as informações necessárias à realização e ao desenvolvimento do projeto.

 2. As entidades apoiadas deverão cumprir todos os requisitos exigidos pelo Conselho Deliberativo do ELAS – Fundo de Investimento Social.

3. A doação terá que ser devolvida, caso seja identificada irregularidade no cumprimento dos objetivos explicitados no projeto ou seja, uso inadequado dos recursos, falta de transparência na prestação de contas anual, descumprimento deste Edital e/ou qualquer cláusula do Contrato que deverá ser assinado entre o ELAS – Fundo de Investimento Social e a entidade selecionada.

4. Se o grupo ou organização se dissolver antes de ter executado o projeto, deve avisar imediatamente as Coordenadoras do ELAS – Fundo de Investimento Social.

5. Em nenhuma hipótese será permitida a transferência do projeto ou dos recursos à outra entidade.

 Acompanhamento dos Projetos• Durante o período do contrato, os grupos ou organizações podem e devem contatar o Fundo sempre que surgir uma dúvida ou uma dificuldade.
• O Fundo deverá ser informado se no período do contrato acontecerem mudanças que afetem o grupo ou organização, incluindo afastamento da coordenadora ou responsável pelo projeto.

• O grupo ou organização se compromete a entregar ao Fundo ELAS um relatório narrativo e financeiros ao final da implementação do projeto. Para isso, haverá um formulário específico que será enviado em tempo aos projetos selecionados.

• Os projetos poderão receber visitas, previamente agendadas, de membros da equipe do Fundo ELAS, ou de uma conselheira ou consultora indicada pelo Fundo, antes, durante ou depois do término do projeto.

Disposições GeraisAs integrantes do Conselho Deliberativo e Honorário, assim como toda a equipe coordenadora do Fundo ELAS, não poderá se apresentar no Concurso.

Envio de Projetos

Os projetos deverão ser enviados por correio postal para:

ELAS -Fundo de Investimento Social

Rua Hans Staden, 21 – Botafogo

22.281-060 – Rio de Janeiro – RJ

 Para informações adicionais, contatar:

Cidinha da Silva – Gerente de Projetos

Tel: 21-22861046 / 22866708 Fax: 22866712

cidinha.fundosocialelas.org

Poderão participar todos os grupos ou organizações de mulheres do país.

No caso de grupos de mulheres que se encontrem dentro de um grupo ou organização mista, poderá enviar um projeto desde que o faça como um grupo autônomo, desvinculado do grupo ou entidade onde está inserido. O recurso será enviado diretamente para a conta da organização ou de uma pessoa integrante do grupo, que terá que assinar um termo de compromisso e será responsável por repassar os recursos e por cumprir as exigências do Concurso.

A organização não necessita estar formalmente registrada, embora isso seja desejável (poucos financiadores apóiam grupos informais).

A organização não poderá ter cunho religioso e partidário de nenhum tipo. As organizações que não cumpram com estes requisitos, não serão consideradas no concurso.

Nota de esclarecimento – Estatuto da Igualdade Racial
03/07/2009 – 11:42

NOTA DE ESCLARECIMENTO – ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL

Com o objetivo de expor a posição do Governo Federal junto a entidades do movimento negro que, durante a II Conferência Nacional de Igualdade Racial, lançaram manifesto em defesa da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, a SEPPIR esclarece os seguintes pontos:

Da Elaboração do Estatuto
Tramita na Câmara dos Deputados, no âmbito de Comissão Especial, o Projeto de Lei nº 6264 de 2005, que institui o Estatuto da Igualdade Racial, resultado da aprovação, em 25 de novembro de 2005, do PLS nº 213/20031 no Senado Federal, em caráter terminativo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O Estatuto da Igualdade Racial foi concebido para alcançar direitos essenciais à população negra em sua totalidade.

O PL veicula normas com a finalidade de combater a discriminação racial incidente sobre a população negra com a implementação de políticas públicas, sob responsabilidade do Estado, contemplando os seguintes eixos de atuação: saúde; educação; cultura; esporte; lazer; liberdade de consciência, de crença e livre exercício dos cultos religiosos; financiamento das iniciativas de promoção da igualdade racial; moradia adequada; direito dos remanescentes das comunidades dos quilombos as suas terras; mercado de trabalho; sistema de cotas; meios de comunicação; ouvidorias permanentes nas casas legislativas e acesso à justiça.

A SEPPIR/ PR e a Casa Civil iniciaram em 2003, debate sistemático sobre o Estatuto no âmbito do Governo Federal com a participação de diversos órgãos diretamente envolvidos nos temas contemplados no PL. Até o ano de 2005, o projeto do Estatuto da Igualdade Racial refletiu o diálogo realizado entre o movimento negro, o Governo Federal e o Congresso Nacional sobre a realidade da discriminação racial experimentada pela população negra brasileira.

Contudo, desde sua proposição, houve avanço significativo na implementação de novos instrumentos de promoção da igualdade racial por parte do Governo Federal. O que gerou a necessidade de adequar os dispositivos contidos no PL nº 6.264/2005. Para tanto, foram consultados importantes segmentos do movimento negro, parlamentares de amplo espectro partidário e órgãos do governo, com o objetivo de propiciar maior participação dos interessados no assunto.

O movimento negro recebe por parte do Governo brasileiro, através da SEPPIR, ampla acolhida para apresentar suas concepções acerca do Projeto de Lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial. Para citar apenas o período que envolveu o processo de mobilização da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, estas oportunidades foram apresentadas nas conferências municipais, regionais, em 27 conferências estaduais, na Plenária Nacional de Comunidades Tradicionais e, durante a etapa nacional, em painéis, grupos de trabalho e na plenária final do evento.

É importante ressaltar que a forma como as negociações para a aprovação do Estatuto são conduzidas pelo Governo foi aprovada por ampla maioria de votos dos delegados à Conferência. O contraditório é natural e saudável no jogo democrático. Mas a vontade da maioria deverá ser sempre respeitada. As possibilidades de diálogo em torno do Projeto de Lei, contudo, continuam abertas.

Do texto substitutivo
A atual disposição dos artigos no substitutivo ao PL nº 6.264/2005 visa melhorar os eixos de atuação do instrumento normativo. Os artigos que tratavam de assuntos específicos inseridos em outros capítulos foram remanejados para a área pertinente, havendo apenas adequação estrutural, sem ferir o sentido original do projeto.

Das cotas
O Projeto de Lei n.º 6.264 de 2005 prevê nos artigos 18, 19 e 20 a adoção de programas que assegurem a ocupação de vagas nos cursos oferecidos pelas instituições públicas federais, garantindo a inserção dos estudantes negros nas instituições públicas de ensino médio e superior.

Das políticas de ações afirmativas
Desde o Projeto de Lei original constam indicativos de prioridade de atendimento às pessoas auto declaradas de cor preta/parda que se situem abaixo da linha de pobreza:
“Art. 34. Entre os beneficiários das iniciativas de promoção da igualdade racial terão prioridade os que sejam identificados como pretos, negros ou pardos no registro de nascimento e que, de acordo com os critérios que presidem a formulação do Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, se situem abaixo da linha de pobreza.”

O Substitutivo, publicado em 2008, reestruturou o artigo mantendo a premissa apontada segundo os índices do IBGE. Contudo, o Estatuto da Igualdade Racial contempla toda a população negra, garantindo condições de igualdade e oportunidade, econômica, social, política e cultural.

Do direito dos remanescentes das Comunidades dos Quilombos às suas terras
O PL nº 6.264/05 reafirma e resguarda o direito dos remanescentes dos quilombos as suas terras, na forma que dispõe o artigo 68 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal. Os procedimentos garantidores da regularização fundiária das áreas de remanescentes de quilombolas estão inscritos no Decreto n.º 4.887 de 2003, que é o instrumento legal específico à regulamentação da fruição do direito constitucional em relação às terras quilombolas.

Financiamento das políticas públicas
A supressão do fundo de financiamento deu-se após intenso debate com os demais órgãos do Governo, ficando assegurado a transversalidade das políticas públicas de igualdade racial. Ou seja, não apenas um ministério, mas todos os órgãos do Governo assumem a responsabilidade pela implementação de políticas afirmativas, com destinação de recursos próprios. Desta forma, haverá destinação crescente de recursos para implementação de políticas de inclusão dos segmentos alcançados pelo Estatuto.

Mais informações:
Coordenação de Comunicação Social
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Presidência da República
Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 9º andar – 70.054-906 – Brasília (DF)
Telefone: (61) 3411-3659 / 4977

II CONAPIR

Por Latoya Guimarães

 

A II CONAPIR – Conferencia Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, foi um espaço de encontros e articulações das Organizações do Movimento Negro Brasileiro. Grupos políticos fundamentais como as mulheres, a juventude e LGBT tiveram sua participação comprometida pelo não cumprimento de acordos políticos e ausência de compromisso com a garantia de paridade e pluralidade na definição das delegações.

A participação de um número considerável de convidadas/os foi questionada por muitas das presentes, no entanto, foi também reconhecida como uma decisão assertiva que garantiu a participação estratégica das mulheres, da juventude e de organizações que não elegeram delegadas/os para a etapa nacional.

As grandes tensões foram geradas pela reivindicação das/os religiosa/os de Matriz Africana de construir um Fórum Nacional da Religião de Matriz Africana e pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial.

O Fórum Nacional da Religião de Matriz Africana proposta que nasceu no processo legitimo da consulta aos povos e comunidades tradicionais que aconteceu 6 e 7 de junho, em Brasília, foi  defendido como prioridade pelas religiosas/os  de Matriz Africana na CONAPIR.

Inicialmente foi gerado um ambiente de hostilidade e  divergência com um dos grupos de religiosos que discordava  da criação do FORUM no processo da conferência, no entanto,  após consultas as  religiosas/os presentes foi instaurada uma reunião coordenada por Mãe Beata de Iemonjá, do RJ e Mãe Silvia de Oxalá de São Paulo, onde, foi deliberada pelas religiosas/os a criação do Fórum Nacional da Religião de Matriz Africana

O Estatuto da Igualdade Racial (PL 6264/05) uma reivindicação do Movimento Negro Brasileiro cujo projeto original tramita há quase dez anos no Congresso,  é   defendido como uma das prioridades para as políticas de Promoção da Igualdade Racial, no entanto, existe divergência quanto a atual redação do Estatuto que não assegura os recursos necessários para assegurar o avanço das políticas públicas de promoção da igualdade racial. A proposta que reivindicava a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial foi levada a plenária final, onde, foi defendida por militantes que se comprometeram em realizar uma ampla mobilização nacional com vista a melhorar a atual redação para um texto que garanta os direitos das comunidades Quilombolas, a Liberdade religiosa, e as cotas raciais como medidas de Ações Afirmativas; o Estatuto da Igualdade Racial foi aprovado por maioria absoluta das delegadas/os presente.

A II CONAPIR  chega ao fim com um saldo positivo tendo cumprido seus objetivos de criar um espaço privilegiado de debates, reflexões e formulações de políticas públicas de promoção da igualdade racial.

A II CONAPIR foi boa, poderia ter sido melhor e é de responsabilidade de todas/os trabalharem para melhoria desse processo e para que as propostas aprovadas se transformem em políticas públicas eficazes que revertam o atual quadro de discriminações e desigualdades que vivem a população negra, indígena e de comunidades tradicionais no Brasil.

A sistematização das aproximadamente 580 propostas aprovadas em plenária e as aprovações das moções, cuja, a aprovação a plenária delegou a deliberação ao Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) deverão ser concluídas e divulgadas no site http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/seppir/, no prazo de 90 dias a contar da data de 28/06/2009. A Articulação Brasileira de Jovens Feministas estará acompanhando esse processo e tão logo a sistematização esteja concluída estaremos divulgando.

Por Camila Galdino

 É muito comum pensar e bem verdade dizer que os profissionais da área de publicidade e propaganda, sobretudo os que trabalham para grandes empresas, são em partes responsáveis pela propagação de idéias e ações que reforçam os esteriótipos, o preconceito, que tornam sentimentos vendíveis, qualidades compráveis e utilizam de forma bastante inteligente, vale ressaltar, o imaginário das pessoas para que aceitem tal produto, tal serviço, tal empresa, como a tal.

Uma vez percebendo e vivenciando essa manipulação publicitária, que se faz como uma vertente bastante lucrativa dos interesses capitalistas midiáticos, o movimento feminista e de mulheres vem pautando em suas agendas, o combate a ações como estas, que implicam diretamente, no combate a publicidade, em seu formato como se apresenta atualmente.

E este então se faz como o motivo da minha inquietação diária, em estar em uma posição de feminista e publicitária. Segundo orientações da academia, uma ou um profissional de publicidade e propagando estar apto a desenvolver suas habilidades criativas e estratégicas em prol do comércio. Publicidade é a alma do negócio, dizem os estudiosos sobre publicidade, outros afirmam que, o humor e o lúdico na publicidade, abrem corações e bolsos.

Diante de uma questão tão delicada sobre o prazer de criar, de exercer nossas habilidades produtivas, ações fundamentais na publicidade e combater o machismo, a homolesbofobia, os esteriótipos e outras ações fundamentais dentro do feminismo. Cabe a mim e a outros tantos profissionais utilizarem da publicidade e propaganda para assim, propagarem idéias de uma outra forma de viver, de comprar, de consumir, de ser e estar.

 Acredito que durante muito tempo o comunicar-se esteve à margem dos movimentos sociais e hoje enxergamos essa necessidade de fazermos parte desta comunicação, do contra ponto as grandes empresas midiáticas, da inserção quando necessária, das formas alternativas de comunicação, do domínio da linguagem e da utilização inclusive da publicidade e propaganda como ferramenta de uso em ações e campanhas protagonizadas pelo movimento feminista e de mulheres. Dessa forma amenizo a crise ou a contradição entre o ser feminista e o ser publicitária, enxergando e viabilizando uma maior relação entre ambas, de forma que utilizemos a publicidade e propaganda como uma forte aliada nas nossas questões feministas.

Produções áudio-visual, campanhas elaboradas, estudo de público, utilização de banners, cartazes, panfletos, podem ser ferramentas importantíssimas na propagação dos ideais feministas, se assim for, sem mais crises.

Por Camila Galdino

Remetendo-me a estudos e teorias sobre gênero, me lanço a uma análise mais subjetiva no que chamo de relação homem x cultura e prazer. Se nos inclinarmos a um olhar um pouco mais minucioso sobre a grande tendência cultural popular, ou a ausência dela, nos deparamos com sons, imagens e idéias de que sempre o prazer ou bem estar dos homens, nesse caso em sua grande maioria, o sexual, está diretamente ligado ao corpo, a sensualidade, e a vivência da sexualidade das mulheres.

Se nos voltarmos a analisar as músicas, publicidades e as produções midiáticas, encontraremos intrinsecamente ou não, a idéia de que as relações sexuais entrelaçadas a cervejas e carros importados garante aos homens, o bem estar pleno, uma espécie de prestígio entre os que compartilham com ele, desse imaginário machista, ou chamaria eu, ousadamente de baixa – estima masculina.

Sim, porque a partir do momento que se projeta o seu bem – estar pessoal a outras pessoas, ou nesse caso a apenas uma ação, o sexo, poderá em um alto grau ser considerado como ausência de estima a si mesmo, neste caso, construída pelo sistema machista que os fazem pensar que somente coisificando ou idealizando o poder sobre o corpo das mulheres, se atinge o ponto máximo do “ser macho”, do “ser homem”.

Assim sendo, regida pelo capitalismo, a indústria de massa entendendo que essa idealização, esse senso comum masculino gera lucros, gera comércio, toma proveito para vender, mercantilizar, engarrafar e fixar esse ideal de projeção, contribuindo de forma direta para que muitas mulheres sejam vítimas de atitudes irracionais de seus companheiros ou ex companheiros que não respeitando a vontade destas mulheres, as causam violências, danos e até mesmo a morte, como nos casos, que se tornaram tão corriqueiros, e que neste ano foram massivamente pautados pela mídia.

Dessa forma alerto para uma reflexão não só sobre o machismo e suas conseqüências na vida dos homens e, sobretudo das mulheres, mas para uma análise psicosocial sobre prazer, sobre bem-estar e principalmente sobre esses processos culturais que estamos consumindo e está nos consumindo diariamente.

Festival Conexões Griô 2009, neste ano tem como tema o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. A data foi criada em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Negras da América Latina e Caribe, na República Dominicana.

Alguns dos objetivos na escolha do tema são: reunir organizações de mulheres afro-latino-americanas e caribenhas e consolidar esta data tão importante para promover algumas transformações nas relações de gênero e raça, além de valorizar e proporcionar auto-estima para as mulheres.

Serão três dias de evento com apresentações artísticas, festas, palestras, ações afirmativas e cineclube. A realização do festival é uma parceria entre Griô Produções e Associação Coturno de Vênus, com apoio da Secretaria de Cultura, Câmara Legislativa do Distrito Federal, Fórum de Mulheres Negras, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, Cojira, Prefeitura do Setor de Diversões Sul e Balaio Café. Outras parcerias estão sendo estabelecidas no sentido de agregar o máximo de entidades e vozes ao projeto.

 Para a diretora de projetos da Associação Lésbica Feminista de Brasília, Luana Ferreira, o festival será um espaço de diálogo sobre a situação política, cultural e econômica das mulheres afro-latino-americanas e caribenhas. “A perspectiva é buscar propostas de enfrentamento aos desafios impostos pelo machismo, racismo e falta de acessos”, explica Luana.

 O festival será realizado de 23 a 25 de julho, com mesas-redondas e cineclube, no Balaio Café, e apresentações artísticas na Praça Zumbi dos Palmares, Conic. As artistas interessadas em se apresentar deverão encaminhar e-mail para conexoesgrio@gmail.com, anexando foto e release. Para apresentações musicais, incluir uma música em mp3. Para intervenções, exposições e apresentações teatrais, bem como ações e palestras, deverão encaminhar no e-mail a proposta ou projeto. Para a inscrição de filmes, encaminhar sinopse e ficha técnica. A programação será divulgada no dia 25 de junho, um mês antes do evento.

“O Conexões Griô já é um festival bastante querido nas periferias do Distrito Federal, agora viemos para o centro, com a mulher afro-latino-americana e caribenha no foco. Não foi à toa a instituição do dia 25 de julho, mulheres negras ainda sofrem diariamente todo tipo de violência, abuso e apartação social no mundo todo, sobretudo na América Latina e Caribe”, afirma Jaqueline Fernandes, uma das diretoras da Griô Produções.

 Mais informações: www.grioproducoes.blogspot.com

                                              www.latinidades.ning.com

                                              www.coturnodevenus.org.br

HOY DESDE URUGUAY EJERCIMOS NUESTRO PODER CUIDADANO MIENTRAS NUEST@S HERMAN@S NO… REFLEXIONEMOS:

¡NO AL GOLPE DE ESTADO EN HONDURAS!

LO QUE ESTA PASANDO CON LAS HERMANAS HONDUREÑAS Y HERMANOS HONDUREÑOS ES UNA VIOLACION A LOS DERECHOS HUMANOS!

DIA A DIA LUCHAMOS POR UNA DEMOCRACIA REAL CON MIS COMPAÑERAS DE MILITANCIA EXIGIENDO NUESTROS DERECHOS, EN ESTA LUCHA TAMBIEN TENEMOS QUE INVOLUCRARNOS. AMERICA LATINA YA HA PASADO POR ESTE TIPO INJUSTICIAS Y NO QUEREMOS VOLVER A REPETIR LA HISTORIA… LA AUTORIDAD ES DE LOS PUEBLOS!
“…TODOS LOS DIAS HAY QUE LUCHAR PORQUE ESE AMOR A LA HUMANIDAD VIVIENTE SE TRASFORME EN HECHOS CONCRETOS, EN ACTOS QUE SIRVAN DE EJEMPLO, DE MOVILIZACIÓN”
ERNESTO “CHE” GUEVARA.

ABRAZOS!

Tania Ramírez

MIZANGAS: Mujeres Jóvenes Afrodescendientes.
http://mizangas.wordpress.com/
Montevideo- Uruguay

Brasília, 28 de Junho – Dia Mundial do orgulho LGBT

 

* Pelo fim do silêncio!

Lesbofobia mata como o Racismo

Pelo fim do silêncio!

Homofobia mata como Racismo

Pelo fim do silêncio!

Transfobia mata como o Racismo

Pelo fim do silêncio!

Assumimos nosso racismo

Pelo fim do silêncio!

Assumimos nossa lesbofobia

Pelo fim do silêncio!

pelo fim do silêncio

dizemos NÃO!

Pelo fim do silêncio!

Saiam do armário

Pelo fim do silêncio!

Somos feministas

Pelo fim do silêncio!

Somos ativistas negras

Pelo fim do silêncio!

Saiam do armário

Saiam do armário

TODAS fazem sexo!

 

Joelma Cezário

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