Mensagem de Thoraya Ahmed Obaid, Diretora Executiva do UNFPA
25 de novembro de 2009
Todo dia, as mulheres e meninas são vítimas de violência, exploração, violência sexual, tráfico de seres humanos, assassinatos para “preservar a honra”, práticas tradicionais nocivas, como o casamento precoce, e outras formas de violência contra seu corpo, sua mente e sua dignidade.
De cada três mulheres, uma já foi espancada, coagida a ter relações sexuais ou maltratada de outra forma.
Nos 16 dias antes do Dia dos Direitos Humanos, e todos os dias, nos juntemos para exigir um fim a essas violações dos direitos humanos, que são muito difundidas mas não são ditas.
Devemos assumir uma posição e dizer com voz clara e calma: “Não à violência contra as mulheres”.
Neste processo, se juntou a nós um novo grupo de homens líderes, liderados pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, como parte da Campanha Unidos pelo fim da violência contra as mulheres e meninas, lançado pelas Nações Unidas. Congratulo-me com a sua liderança e empenho em envolver ativamente os homens e meninos na causa do fim da impunidade, na promoção da justiça e dos direitos humanos e o fim da violência contra meninas e mulheres.
Tanto os responsáveis políticos como os líderes comunitários ou religiosos, e os maridos ou pais, os tios, os irmãos e e os adolescentes, todos eles podem fazer seu próprio esforço para eliminar todas as formas de violência contra as mulheres.
Saúdo também as recentes resoluções 1888 e 1889 do Conselho de Segurança que reforçam a responsabilidade das mulheres e das meninas em situações de conflito e pós-conflito. Ao condenar a violência sexual, e exigir um papel mais ativo das mulheres no estabelecimento da paz e ordem para as missões de manutenção da paz que protejam as mulheres e meninas, essas decisões refletem o compromisso político para abordar a violência sexual como questão relacionada à paz e à segurança.
Todos os setores da sociedade devem se unir em prol da dignidade e do bem-estar das mulheres e meninas. Agora é a hora de criar uma sociedade baseada no respeito pelos direitos humanos fundamentais e a igualdade de direitos entre homens e mulheres.
Do Unfpa Brasil
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