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Já estão abertas as inscrições para o I Encontro Nacional de Jovens Feministas, que ocorrerá na cidade de Fortaleza, Ceará, entre os dias 13 e 16 de março.

A realização dessa atividade é fruto da mobilização da Articulação Brasileira de Jovens Feministas e foi idealizada durante as atividades protagonizadas pelas jovens na II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. A expectativa é que participem 100 mulheres jovens de várias regiões brasileiras.O encontro possui os seguintes apoios: Fundação Friedrich Ebert, Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial,  Secretaria Nacional de Juventude, Prefeitura Municipal de Fortaleza e Governo do estado do Ceará.

Objetivos do encontro:

Consolidar a criação da Articulação Brasileira de Jovens Feministas;

Fortalecer a agenda política para as mulheres jovens. 

 Programação:

Dentro da programação do encontro teremos: oficinas, exposições, grupos de trabalho e a Conferência Livre de mulheres jovens (anterior à Conferência Nacional de Juventude) - um momento importante para discussão de políticas públicas de juventudes e das mulheres.

Como participar:  

Basta ser uma mulher jovem e estar com vontade de construir a Articulação Brasileira de Jovens Feministas e dialogar sobre as questões das mulheres jovens. Para tanto, deve-se preencher a ficha de inscrição em anexo e pagar a taxa de inscrição de 15 reais via depósito bancário na conta corrente 105849-05, agência 0675-0, Banco do Brasil, em nome de Instituto de Juventude Contemporânea (IJC) – CNPJ 03.380 429/0001-40  Os prazos para envio de ficha e pagamento são até   29 de fevereiro

IMPORTANTE: As fichas de inscrição devem ser mandadas para: jovensfeministas.brasil@gmail.com e o comprovante de pagamento da taxa para o FAX: (85) 3247 - 7089 ou para o e-mail jovensfeministas.brasil@gmail.com

Teremos limite de inscrição para cada região brasileira, para podermos garantir a diversidade. Portanto, quando for preenchido número de inscritas para uma região a participante será avisada.
 

Alimentação e hospedagem

Os gastos com alimentação e hospedagem, durante os dias do encontro, serão cobertos pela organização do Encontro.

 Nas proximidades do Encontro, a Comissão de logística entrará em contato com as inscritas para informar o local exato do encontro.  

Inscrição de Atividades 

O I Encontro Nacional de Jovens Feministas também terá um espaço para você inscrever atividades. Basta confirmar a sua inscrição ( com pagamento da taxa) de participantes e no ato do preenchimento da sua ficha de inscrição de participante você assinalar que quer inscrever uma atividade. Encaminharemos logo em seguida a ficha de inscrição de atividade.

Para mais informações sobre o encontro:

Articulação Brasileira de Jovens Feministas e-mail: jovensfeministas.brasil@gmail.com

Abaixe a ficha de inscrição

Durante a plenária final da II Conferência de Políticas para as Mulheres a Ministra Nilcéia Freire assumiu publicamente alguns compromissos com as mulheres jovens, dentre eles destacamos:

Garantir as representações de mulheres jovens na comissão de relatoria da II Conferência de Políticas para as Mulheres e no Conselho Nacional de Mulheres e o apoio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SPM) para o encontro de jovens delegadas da Conferencia Nacional de Juventude.

De acordo com as jovens feministas presentes na conferência, isso tudo ocorreu devido a um trabalho articulado e uma aliança de jovens feministas de diferentes segmentos desde o ano de 2004. ” As jovens feministas, negras, indígenas, lésbicas, rurais, quilombolas deram um show de autonomia, solidariedade, respeito às diferenças, jovens participantes dos mais diversos segmentos e identidades construíram aliança e firmaram pactos e compromissos pela afirmação dos direitos das mulheres e por um feminismo sem racismo, sexismo e lesbofobia. Nossa identidade de jovens coexistiu com nossas identidades raciais de orientação sexual, territoriais e de classe, provando que as identidades se complementam e jamais devem se sobrepor e ou se  anularem em contato com outras”, afirma Latoya Guimarães das Negras Jovens Feministas e do Fala Preta.

 

Preparação e processo

Antes da II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, as jovens feministas organizaram ações prévias para aprofundar as pautas das mulheres jovens brasileiras. Foram preparados dois materiais  de incidência específicos para a II Conferência de Políticas para as Mulheres. O zine “Feminismo Não Combina com Racismo” e o documento “Mulheres Jovens discutindo Políticas Públicas”.

O zine é uma proposta das Negras Jovens Feministas e traz em forma de quadrinhos as reivindicações   e as propostas de combate ao racismo aliadas às perspectivas geracional e feminista.

Já “Mulheres Jovens discutindo políticas públicas”contêm 75 propostas de políticas públicas para as mulheres jovens e foi elaborado em um processo de diálogo de três anos realizado por jovens feministas de todo o Brasil. O material será rediscutido nos processos da Conferência Nacional de Juventude ao longo desse ano e finalizado no Encontro Nacional de Jovens Feministas, em janeiro de 2008. Em julho do próximo ano, será lançado em formato de livro com apoio do Fundo Global para as Mulher (GFW, sua sigla em inglês). 

 

Equipe de Mídia

Para visibilizar e divulgar a atuação das jovens feministas presentes na II Conferência de Políticas para as Mulheres criou-se a equipe de mídia, coordenada pelas Jovens Feministas de SP e com a participação de jovens feministas brasileiras -Coletivo de Jovens Feministas Recife, Jovens Feministas da Paraíba, Negras Ativas e Fórum Cone Sul de Mulheres Jovens Políticas Brasil - e jovens do Cone Sul - Articulación de Mujeres Jóvenes, Las Ramonas, Programa Jóvenas Cono Sur - UNIFEM, REDLAC e REPEM. Produção de textos em espanhol e português para o blog, apoio ao trabalho das jovens delegadas, envio de boletins on-line e assessoria de imprensa junto aos jornalistas presentes foram as estratégias utilizadas durantes os quatro dias da Conferência.   A equipe de mídia recebeu apoio da Unifem.

* Reportagem de capa  do Informativo  das Jovens Feministas de São Paulo, Diálogo Jovem, ano 3 - número 07 - setembro de 2007.

As jovens feministas de São Paulo iniciaram esta semana a distribuição do boletim Diálogo Jovem, especial sobre a II  Conferência de Políticas para as Mulheres.

A reportagem de capa fala da participação das jovens feministas no processo de construção das conferências de mulheres e a criação da Articulação de Jovens Feministas.  o DJ também traz entrevista,  notícias, dicas de filme, poesias e quadrinhos. Não dexei de conferir! Caso queira um exemplar escreva para: jovensfeministasdesp@gmail.com

“Olha Brasilia está florida, estão chegando as decididas. Olha Brasilia está florida, é querer, é o querer das Margaridas! Somos de todos os novelos, todos os tipos de cabelos…”

 

margarida.jpgAo som das frases acima, 50 mil mulheres rurais - vindas de todo o Brasil - percorreram as quatro pistas da Esplanada dos Ministérios no dia 22 de agosto com o intuito de reinvidicar melhorias nas condições de vida no campo, direitos trabalhistas e combate à violência doméstica.

Iara Amora- da Casa da Mulher Trabalhadora do Rio de Janeiro e da Marcha Mundial das Mulheres - que participou pela segunda vez da manifestação - comenta sobre o momento: “ a Marcha das Margaridas mostra o poder de organização e mobilização de nós mulheres! E ainda a união das mulheres, a aliança de mulheres do campo e da cidade, marchando juntas por uma pauta de reivindicações por melhores condições de vida (…)Viva as mulheres! Viva as Margaridas!”

Negras Mulheres Jovens

Uma aliança inter-geracional pelo combate ao racismo o sexismo a lesbofobia e o adultocentrismo

Negras Mulheres Jovens_001
Por Latoya Guimarães

 

 

 

 

Negras Jovens Feministas durante a II Conferência

 

Estamos contentes e temos motivos para comemorar, nos dias 17,18,19 e 20 de agosto, durante a II Conferencia Nacional de Políticas para as Mulheres em Brasília, as jovens feministas, negras, indígenas, lésbicas, rurais, quilombolas, deram um show de autonomia, solidariedade, tolerância e respeito às diferenças, jovens participantes dos mais diversos segmentos e identidades construíram aliança e firmaram pactos e compromissos pela afirmação dos direitos das mulheres e por um feminismo sem racismo, sexismo e lesbofobia. Nossa identidade de jovens coexistiu com nossas identidades raciais de orientação sexual, territoriais e de classe, provando que: as identidades se complementam e jamais devem se sobrepor e ou anularem-se em contato com outras. Estou muito feliz com os resultados dessa aliança e parabenizo todas as jovens que ousaram assumir o desafio de celebrar as diferenças. Como resultado/produto dessa aliança podemos citar:

1. A visibilidade e reafirmação dos direitos das mulheres negras com a introdução e aprovação do EIXO DE COMBATE AO RACISMO O SEXISMO E A LESBOFOBIA.

2. Reunião das jovens feministas (negras, lésbicas, indígenas, rurais) com a Ministra Nilceia Freire, da Secretaria especial de políticas para as Mulheres, que assumiu o compromisso de REALIZAR UMA VIDEO CONFERENCIA COM AS JOVENS FEMINISTAS PARA A CONTRUÇÃO DE UMA AGENDA COM AS JOVENS.

3. Introdução da TEMATICA ETNICO RACIAL, ORIENTAÇÃO SEXUAL, GERACIONAL, DEFICIENCIA, em todas as prioridades do plano nacional.

4. Compromisso publicamente assumido pela Ministra Nilceia Freire de APOIAR UM ENCONTRO PREPARATÕRIO DAS JOVENS A CAMINHO DAS CONFEREENCIA DE JUVENTUDE.

5. A introdução/caracteriz ação da religião de MATRIZES AFRICANAS como prioridade no plano Nacional de políticas para as mulheres.

6. Compromisso publicamente assumido pela Ministra Nilceia Freire de GARANTIR A REPRESENTAÇÃO DE UMA JOVEM NA COMISSÃO DE SISTEMATIZAÇÃO DAS RESOLUÇÕES DA CONFERENCIA.

7. Compromisso publicamente assumido pela Ministra Nilceia Freire de GARANTIR UMA VAGA/REPRESENTAÇÃ O DE UMA JOVEM NO CONSELHO DA SECRETARIA ESPECIAL DE POLITICA SPARA AS MULHERES.

Assim sendo estou convencida de que nos as juventudes feministas escrevemos um novo capitulo na Historia das mulheres e jovens do Mundo.

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Na última segunda-feira, feministas de diversos grupos, redes e articulações realizaram uma manifestação itinerante a favor da legalização do aborto, no centro da capital federal. Iniciado nas proximidades da rodoviária de Brasília, o ato invadiu a II Conferencia de Políticas para Mulheres ao som do batuque da Fuzarca Feminista e foi ilustrado com faixas e cartazes que continham frases como: essa hipocrisia causa hemorragia; Tire o rosário do meu ovário e outras.

A manifestação também contou com encenação do grupo de teatro “Loucas de Pedra Lilás” e uma instalação construída com sapatos, cruzes e placas com nomes femininos. Segundo Natália Mori da Articulação de Mulheres Brasileiras, “a instalação teve como objetivo representar a ausência das mulheres que morreram vítimas de abortos clandestinos no Brasil”

 

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Risoneide Oliveira Souza, 16 anos, e Paula Leal, 23 anos, militantes da Marcha Mundial das Mulheres, durante o ato

 

 

Essa hipocrisia causa hemorragia

A problemática do aborto deve ser analisada sob duas perspectivas: da saúde pública e da autonomia das mulheres, afirma Paula Leal da Marcha Mundial de Mulheres e da Quizomba Lilás. “O aborto é uma questão de saúde pública e se o atendimento fosse feito no sistema de saúde seriam evitadas milhares de mortes e as complicações e seqüelas daquelas que sobrevivem a um aborto (…) e mesmo se nenhuma mulher mais morresse por conseqüência de um aborto inseguro ela deve ter esse direito de decidir sobre o próprio corpo”.

Por Claudia Vasconcelos e Débora Oliveira (Brasil)

Jovens Feministas, Jovens Feministas Negras, Jovens Feministas Lésbicas e Jovens Índias das mais diversas regiões do país e organizações, presentes na II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, reuniram-se hoje com a Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire.

O objetivo da reunião foi discutir a participação e o empoderamento das mulheres jovens em diversos espaços políticos e de poder, entre estes, a Conferência Nacional da Juventude, a ser realizada em 2008 e o XI Encontro Feminista Latino Americano e do Caribe, a ser realizado na Cidade do México em 2009.

Tentar articular estratégias de diálogos entre a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e a Secretaria Nacional de Juventude (SENJUV), foi uma das proposições das jovens. A Ministra colocou-se sensível às propostas e informou que já está em diálogo com a SENJUV discutindo a inclusão das temáticas de gênero e raça/etnia na Agenda Social da Juventude, perspectivas não incluídas até o momento.

Também esteve em pauta a participação das mulheres jovens no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) pois, somente com a presença das jovens suas especificidades serão contempladas de forma legítima e deixarão de ser invisibilizadas, tal qual as demandas das mulheres negras e das mulheres lésbicas, hoje presentes no CNDM.

Como encaminhamento, será marcada uma audiência formal e uma videoconferência com a Ministra, para discutir as demandas das jovens de forma democrática e participativa.

Por Camila Galdino (Brasil) e Macky Martínez (Paraguai)

Reconhecemos nossa  capacidade e legitimidade para contribuir de forma efetiva na construção de políticas públicas que respondam as necessidades das mulheres, porém para isso é necessário nos apropriar de maneira efetiva desses espaços para que seja possível a nossa participação enquanto protagonistas e não como espectadoras das mudanças que devem ser implantadas.

Para que haja efeito é preciso fortalecer a identidade juvenil e perceber que somos parte importante para a criação de mais oportunidades para as mulheres em todos os âmbitos sociais.

Nós jovens seguimos organizadas, acreditando nas nossas lutas e conquistas. Porém, não podemos reproduzir as hierarquias e relações de poder existentes nos modelos tradicionais que nos foram postos ao longo do tempo, sendo este o maior desafio que devemos alcançar e de uma vez por todas transformar os nossos discursos em verdadeiras realidades.

Por Maria Goñi (Uruguay) y Tatiana Hernandez (Chile) 

Las experiencias latinoamericanas relatadas por mujeres políticas, muchas con representación popular, nos muestran que la democracia sigue en deuda con las mujeres en toda su diversidad.

Las democracias latinoamericanas deben apostar a principios éticos políticos como la inclusión, la igualdad y la justicia social para poder ser sustantivamente democráticas. Nuestras perspectivas deben estar incorporadas en todos los espacios de poder locales, nacionales y regionales para poder generar una real transformación en las estructuras de nuestros países.

Es un desafío para el movimiento de mujeres y feminista generar e implementar estrategias comunes en los países atendiendo a problemáticas similares, a pesar de contextos sociales y políticos distintos. Sin embargo, es importante reconocer que estas estrategias no emergen de una mujer universal, sino de mujeres muy diversas.

Somos negras, jóvenes, adultas, indígenas, blancas, amarillas, lesbianas, y más. Somos todas latinoamericanas!

“La única democracia posible es la que se piensa multicultural y paritaria”, Epsy Campbell
Por Macky Martínez (Paraguay)

Con miras a realizar un intercambio de experiencias de las mujeres en espacios de poder, en la Segunda Conferencia Nacional de Políticas para las Mujeres (Brasilia, 2007) se desarrolló una mesa de discusión que permitió visualizar el panorama de todos los pasos avanzados en el acceso al poder por las mujeres latinoamericanas.

La mesa estuvo integrada por Juliana Marino, diputada Argentina; Cãndida Celeste Da Silva, ministra de Familia y Promoción de la Mujer de Angola; Epsy Campbell, presidenta  del Partido de Acción Ciudadana y Coordinadora de la Red de Mujeres Afrolatinoamericanas y Afrocaribeñas de Costa Rica, Lilian Celiberti, integrante de la Articulación  Feminista Marcosur y Secretaria Ejecutiva de la Reunión Especializada de la Mujer del MERCOSUR y Ana Falú, Directora Regional de UNIFEM para Brasil y países del Cono Sur. La moderación estuvo a cargo de Beatriz Zanella Fett, integrante del Consejo Nacional de los Derechos de la Mujer de Brasil.  

Entre los puntos abordados por las disertantes estuvo la fuerte necesidad de revertir las  relaciones asimétricas de racismo y género presentes en todas las democracias de los países, que si bien han avanzado importantes pasos en la democratización de sus instituciones, siguen reproduciendo formas de discriminación permanentes, sobre todo en el acceso de las mujeres a espacios de poder. 

Los desafíos son muchos, entre ellos se encuentran la urgente deconstrucción de los prototipos de mujeres en la política, recuperar para ellas todos aquellos espacios de los cuales fueron privadas por tanto tiempo, una integración elaborada a partir de los intereses de las personas y la creación de políticas públicas focalizadas que respondan tanto a los derechos universales de las mujeres, como también a los derechos específicos de las amplias diversidades. 

Una verdadera democracia es posible sólo si se construye con la inclusión de todos los sectores que componen la sociedad, sin distinciones ni privilegios para algunos, ni discriminaciones de ningún tipo. “Ya no queremos ser excepciones, queremos formar parte de las decisiones”, afirmó Epsy Campbell, frase que nos demuestra que los temores ya acabaron y que los mismos se transformaron en una fuerza que impulsa a las mujeres a seguir sumando conquistas.

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