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Archive for agosto \30\UTC 2007

“Olha Brasilia está florida, estão chegando as decididas. Olha Brasilia está florida, é querer, é o querer das Margaridas! Somos de todos os novelos, todos os tipos de cabelos…”

 

margarida.jpgAo som das frases acima, 50 mil mulheres rurais – vindas de todo o Brasil – percorreram as quatro pistas da Esplanada dos Ministérios no dia 22 de agosto com o intuito de reinvidicar melhorias nas condições de vida no campo, direitos trabalhistas e combate à violência doméstica.

Iara Amora- da Casa da Mulher Trabalhadora do Rio de Janeiro e da Marcha Mundial das Mulheres – que participou pela segunda vez da manifestação – comenta sobre o momento: “ a Marcha das Margaridas mostra o poder de organização e mobilização de nós mulheres! E ainda a união das mulheres, a aliança de mulheres do campo e da cidade, marchando juntas por uma pauta de reivindicações por melhores condições de vida (…)Viva as mulheres! Viva as Margaridas!”

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Negras Mulheres Jovens

Uma aliança inter-geracional pelo combate ao racismo o sexismo a lesbofobia e o adultocentrismo

Negras Mulheres Jovens_001
Por Latoya Guimarães

 

 

 

 

Negras Jovens Feministas durante a II Conferência

 

Estamos contentes e temos motivos para comemorar, nos dias 17,18,19 e 20 de agosto, durante a II Conferencia Nacional de Políticas para as Mulheres em Brasília, as jovens feministas, negras, indígenas, lésbicas, rurais, quilombolas, deram um show de autonomia, solidariedade, tolerância e respeito às diferenças, jovens participantes dos mais diversos segmentos e identidades construíram aliança e firmaram pactos e compromissos pela afirmação dos direitos das mulheres e por um feminismo sem racismo, sexismo e lesbofobia. Nossa identidade de jovens coexistiu com nossas identidades raciais de orientação sexual, territoriais e de classe, provando que: as identidades se complementam e jamais devem se sobrepor e ou anularem-se em contato com outras. Estou muito feliz com os resultados dessa aliança e parabenizo todas as jovens que ousaram assumir o desafio de celebrar as diferenças. Como resultado/produto dessa aliança podemos citar:

1. A visibilidade e reafirmação dos direitos das mulheres negras com a introdução e aprovação do EIXO DE COMBATE AO RACISMO O SEXISMO E A LESBOFOBIA.

2. Reunião das jovens feministas (negras, lésbicas, indígenas, rurais) com a Ministra Nilceia Freire, da Secretaria especial de políticas para as Mulheres, que assumiu o compromisso de REALIZAR UMA VIDEO CONFERENCIA COM AS JOVENS FEMINISTAS PARA A CONTRUÇÃO DE UMA AGENDA COM AS JOVENS.

3. Introdução da TEMATICA ETNICO RACIAL, ORIENTAÇÃO SEXUAL, GERACIONAL, DEFICIENCIA, em todas as prioridades do plano nacional.

4. Compromisso publicamente assumido pela Ministra Nilceia Freire de APOIAR UM ENCONTRO PREPARATÕRIO DAS JOVENS A CAMINHO DAS CONFEREENCIA DE JUVENTUDE.

5. A introdução/caracteriz ação da religião de MATRIZES AFRICANAS como prioridade no plano Nacional de políticas para as mulheres.

6. Compromisso publicamente assumido pela Ministra Nilceia Freire de GARANTIR A REPRESENTAÇÃO DE UMA JOVEM NA COMISSÃO DE SISTEMATIZAÇÃO DAS RESOLUÇÕES DA CONFERENCIA.

7. Compromisso publicamente assumido pela Ministra Nilceia Freire de GARANTIR UMA VAGA/REPRESENTAÇÃ O DE UMA JOVEM NO CONSELHO DA SECRETARIA ESPECIAL DE POLITICA SPARA AS MULHERES.

Assim sendo estou convencida de que nos as juventudes feministas escrevemos um novo capitulo na Historia das mulheres e jovens do Mundo.

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Na última segunda-feira, feministas de diversos grupos, redes e articulações realizaram uma manifestação itinerante a favor da legalização do aborto, no centro da capital federal. Iniciado nas proximidades da rodoviária de Brasília, o ato invadiu a II Conferencia de Políticas para Mulheres ao som do batuque da Fuzarca Feminista e foi ilustrado com faixas e cartazes que continham frases como: essa hipocrisia causa hemorragia; Tire o rosário do meu ovário e outras.

A manifestação também contou com encenação do grupo de teatro “Loucas de Pedra Lilás” e uma instalação construída com sapatos, cruzes e placas com nomes femininos. Segundo Natália Mori da Articulação de Mulheres Brasileiras, “a instalação teve como objetivo representar a ausência das mulheres que morreram vítimas de abortos clandestinos no Brasil”

 

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Risoneide Oliveira Souza, 16 anos, e Paula Leal, 23 anos, militantes da Marcha Mundial das Mulheres, durante o ato

 

 

Essa hipocrisia causa hemorragia

A problemática do aborto deve ser analisada sob duas perspectivas: da saúde pública e da autonomia das mulheres, afirma Paula Leal da Marcha Mundial de Mulheres e da Quizomba Lilás. “O aborto é uma questão de saúde pública e se o atendimento fosse feito no sistema de saúde seriam evitadas milhares de mortes e as complicações e seqüelas daquelas que sobrevivem a um aborto (…) e mesmo se nenhuma mulher mais morresse por conseqüência de um aborto inseguro ela deve ter esse direito de decidir sobre o próprio corpo”.

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Por Claudia Vasconcelos e Débora Oliveira (Brasil)

Jovens Feministas, Jovens Feministas Negras, Jovens Feministas Lésbicas e Jovens Índias das mais diversas regiões do país e organizações, presentes na II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, reuniram-se hoje com a Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire.

O objetivo da reunião foi discutir a participação e o empoderamento das mulheres jovens em diversos espaços políticos e de poder, entre estes, a Conferência Nacional da Juventude, a ser realizada em 2008 e o XI Encontro Feminista Latino Americano e do Caribe, a ser realizado na Cidade do México em 2009.

Tentar articular estratégias de diálogos entre a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e a Secretaria Nacional de Juventude (SENJUV), foi uma das proposições das jovens. A Ministra colocou-se sensível às propostas e informou que já está em diálogo com a SENJUV discutindo a inclusão das temáticas de gênero e raça/etnia na Agenda Social da Juventude, perspectivas não incluídas até o momento.

Também esteve em pauta a participação das mulheres jovens no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) pois, somente com a presença das jovens suas especificidades serão contempladas de forma legítima e deixarão de ser invisibilizadas, tal qual as demandas das mulheres negras e das mulheres lésbicas, hoje presentes no CNDM.

Como encaminhamento, será marcada uma audiência formal e uma videoconferência com a Ministra, para discutir as demandas das jovens de forma democrática e participativa.

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Por Camila Galdino (Brasil) e Macky Martínez (Paraguai)

Reconhecemos nossa  capacidade e legitimidade para contribuir de forma efetiva na construção de políticas públicas que respondam as necessidades das mulheres, porém para isso é necessário nos apropriar de maneira efetiva desses espaços para que seja possível a nossa participação enquanto protagonistas e não como espectadoras das mudanças que devem ser implantadas.

Para que haja efeito é preciso fortalecer a identidade juvenil e perceber que somos parte importante para a criação de mais oportunidades para as mulheres em todos os âmbitos sociais.

Nós jovens seguimos organizadas, acreditando nas nossas lutas e conquistas. Porém, não podemos reproduzir as hierarquias e relações de poder existentes nos modelos tradicionais que nos foram postos ao longo do tempo, sendo este o maior desafio que devemos alcançar e de uma vez por todas transformar os nossos discursos em verdadeiras realidades.

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Por Maria Goñi (Uruguay) y Tatiana Hernandez (Chile) 

Las experiencias latinoamericanas relatadas por mujeres políticas, muchas con representación popular, nos muestran que la democracia sigue en deuda con las mujeres en toda su diversidad.

Las democracias latinoamericanas deben apostar a principios éticos políticos como la inclusión, la igualdad y la justicia social para poder ser sustantivamente democráticas. Nuestras perspectivas deben estar incorporadas en todos los espacios de poder locales, nacionales y regionales para poder generar una real transformación en las estructuras de nuestros países.

Es un desafío para el movimiento de mujeres y feminista generar e implementar estrategias comunes en los países atendiendo a problemáticas similares, a pesar de contextos sociales y políticos distintos. Sin embargo, es importante reconocer que estas estrategias no emergen de una mujer universal, sino de mujeres muy diversas.

Somos negras, jóvenes, adultas, indígenas, blancas, amarillas, lesbianas, y más. Somos todas latinoamericanas!

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“La única democracia posible es la que se piensa multicultural y paritaria”, Epsy Campbell
Por Macky Martínez (Paraguay)

Con miras a realizar un intercambio de experiencias de las mujeres en espacios de poder, en la Segunda Conferencia Nacional de Políticas para las Mujeres (Brasilia, 2007) se desarrolló una mesa de discusión que permitió visualizar el panorama de todos los pasos avanzados en el acceso al poder por las mujeres latinoamericanas.

La mesa estuvo integrada por Juliana Marino, diputada Argentina; Cãndida Celeste Da Silva, ministra de Familia y Promoción de la Mujer de Angola; Epsy Campbell, presidenta  del Partido de Acción Ciudadana y Coordinadora de la Red de Mujeres Afrolatinoamericanas y Afrocaribeñas de Costa Rica, Lilian Celiberti, integrante de la Articulación  Feminista Marcosur y Secretaria Ejecutiva de la Reunión Especializada de la Mujer del MERCOSUR y Ana Falú, Directora Regional de UNIFEM para Brasil y países del Cono Sur. La moderación estuvo a cargo de Beatriz Zanella Fett, integrante del Consejo Nacional de los Derechos de la Mujer de Brasil.  

Entre los puntos abordados por las disertantes estuvo la fuerte necesidad de revertir las  relaciones asimétricas de racismo y género presentes en todas las democracias de los países, que si bien han avanzado importantes pasos en la democratización de sus instituciones, siguen reproduciendo formas de discriminación permanentes, sobre todo en el acceso de las mujeres a espacios de poder. 

Los desafíos son muchos, entre ellos se encuentran la urgente deconstrucción de los prototipos de mujeres en la política, recuperar para ellas todos aquellos espacios de los cuales fueron privadas por tanto tiempo, una integración elaborada a partir de los intereses de las personas y la creación de políticas públicas focalizadas que respondan tanto a los derechos universales de las mujeres, como también a los derechos específicos de las amplias diversidades. 

Una verdadera democracia es posible sólo si se construye con la inclusión de todos los sectores que componen la sociedad, sin distinciones ni privilegios para algunos, ni discriminaciones de ningún tipo. “Ya no queremos ser excepciones, queremos formar parte de las decisiones”, afirmó Epsy Campbell, frase que nos demuestra que los temores ya acabaron y que los mismos se transformaron en una fuerza que impulsa a las mujeres a seguir sumando conquistas.

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