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Archive for março \28\UTC 2008

No último dia do I Encontro Nacional de Jovens Feministas ocorreu a Conferência Livre de Mulheres Jovens e contou com a participação de aproximadamente 5o mulheres jovens de todo o Brasil.

Na atividade, organizada pela Articulação Brasileira de Jovens Feministas em parceria com a UNE e a Marcha Mundial das Mulheres,  foram discutidas as prioridades em políticas públicas para as mulheres jovens em saúde, educação, meio ambiente, violência, trabalho, cultura e meios de comunicação.

Por que falar de mulheres jovens?

Ao analisarmos a situação das mulheres jovens brasileiras percebe-se que uma parcela significativa dessa população, hoje aproximadamente 25 milhões de pessoas no Brasil, tem sido submetida a diferentes situações de violações de direitos fundamentais.  Por exemplo:  as mulheres jovens e afrodescendentes, de 15 a 25 anos, são a maioria das mulheres traficadas, de acordo com a Pesquisa Nacional sobre Tráfico de Mulheres feita em 2002. Na área da saúde, no caso da epidemia da Aids, para cada jovem, entre 14 e 19 anos, com Aids, já existem duas meninas infectadas pelo HIV. Na população em geral, essa relação é inversa: 1,8 homem para cada mulher. Outro dado gritante de desigualdade em relação as mulheres negras jovens está no mercado de trabalho em que a mão de obra formada pelas mulheres negras e com menos de 30 anos é a força de trabalho mais discriminada e marginalizada pelas empresas brasileiras; Mulheres negras estão em maior número nos empregos mais precários; Cerca de 71% das mulheres negras estão nas ocupações precárias e informais; contra 54% das mulheres brancas e 48% dos homens brancos.

 Trecho retirado do relatório da Conferência. Veja  documento completo com as demandas discutidas na Conferência Livre das Mulheres Jovens

Confira alguns momentos da Conferência:

Jovens da Marcha Mundial de Mulheres  

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Participantes da Conferência

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Ainda essa semana você poderá acessar aqui, no Diálogo Jovem, todas as informações sobre o I Encontro Nacional de Jovens Feministas. Aguarde e fique de olho.

As fotos dos momentos mais significativos serão colocadas no fotoblog Jovens Feministas. Acesse e comente!

Abaixo uma prévia de alguns momentos importantes:

Mesa de abertura

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Plenária

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Articuladoras nacionais eleitas

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Por Maria Camila Florêncio da Silva

De 13 a 15 de março em Maracanaú (CE), rolou o I Encontro Nacional das Jovens Feministas. Participaram dele 100 mulheres jovens de todo Brasil, negras, lésbicas, indígenas, quilombolas, rurais e da periferia. Vários grupos foram representados em meio à diversidade presente, que partiram de algo que todas têm em comum – ser mulher jovem e feminista – para suas demandas e necessidades específicas. Rolaram altas discussões, e é evidente que a Viração tinha que estar presente neste encontro!

Na ocasião, as garotas resgataram a importância desse evento e seu propósito, que é consolidar a criação da Articulação Brasileira de Jovens Feministas. A realização desse evento e mais a Conferência Livre, que ocorreu no domingo, dia 16 de março, em Fortaleza (CE), são frutos dessa articulação entre jovens mulheres que vinham se mobilizando desde 2004, no 10° Encontro Latino Americano e do Caribe, quando já pautavam as demandas das mulheres jovens.

Desde então, nos anos sucessivos ao encontro, houve uma mobilização nacional com atividades, oficinas, discussões virtuais, etc. A principal atividade realizada até então foi o Fórum de Jovens Feministas no Fórum Social Brasileiro em 2006, que enfatizou a necessidade de participar de espaços importantes de discussão de políticas públicas para mulheres e juventude.

“Mas foi na II Conferência de Políticas para Mulheres, em agosto de 2007, que a consolidação dessa articulação ficou mais que evidente e necessária, quando as jovens levaram um pré-documento de demandas e abriram um diálogo com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres sobre a importância de uma representação jovem feminista no Conselho Nacional das Mulheres. E a resposta que obtivemos foi que essa Articulação tinha que sair de vez para que isso tornasse possível. Saímos então com a demanda deste encontro”, disse Latoya, de São Paulo (SP), do movimento das negras jovens feministas.

“Nós, mulheres jovens, temos o desafio duplo, que é estarmos presentes nos espaços de juventude pautando a questões das mulheres e nos espaços de mulheres pautando a juventude”, diz Monaliza, do Coletivo de Jovens Feministas – CE e do Fórum

Cláudia
 Cláudia Vasconcelos

Cearense de Mulheres. “Por isso também a importância da consolidação da Articulação, que está fortalecendo os coletivos de jovens feministas existentes. Muitas vezes esses coletivos encontram dificuldades por não terem uma grande infra-estrutura, ou mesmo uma sede própria, sem contar os diversos desafios que eles enfrentam para se manterem e realizarem ações. Diante dessa realidade não queremos deslegitimá-los e sim fortalecê-los”, acrescenta Cláudia Vasconcelos do Coletivo de Jovens Feministas – PE.

Feminismo x lesbianidade

Dentre as principais discussões levantadas o destaque é a situação das mulheres negras e mulheres lésbicas, nas quais os grupos falaram da dificuldade que as pessoas têm em assumir estas identidades.

Luanna Marley do Grupo Lamce de Fortaleza – CE, perguntou: “Por que há tanta resistência com a palavra lésbica? Por que nessa relação com o feminismo muitas vezes é negada uma das identidades que também faz parte do movimento, que é a lesbianidade?”

Sobre isso Andréa do Coturno, de Vênus de Brasília (DF), complementa: “Acho que o receio do movimento feminista em reconhecer a lesbianidade como uma das identidades que o compõe, é o medo de reforçar o estereótipo de que toda feminista é lésbica.”

Com discussões diversas e específicas, saíram reflexões tidas como prioritárias pela articulação. Entre elas, uma ganhou destaque e foi consenso como a mais importante no momento – a descriminalização e legalização do aborto. Também foi defendido como desafio a popularização do feminismo, uma vez que muitas mulheres atuantes nos movimentos, ou não, têm de se reconhecer como feministas. Essa dificuldade vem dos estereótipos, que fazem com que as pessoas vejam o feminismo como um bicho-de-sete-cabeças, “machismo ao contrário” ou mesmo a visão de que é um movimento atuante no passado.

“Eu militei na Pastoral da Juventude em Manaus por 11 anos, onde comecei a conhecer outros movimentos, entre eles o

Roseane
 Roseane Forito

Feminista e comecei a me identificar. A princípio eu queria “acabar” com
os homens, mas porque ainda não tinha muita informação, depois conheci o
que de fato é o feminismo… Daí me apaixonei”, contou Roseane Ribeiro do Forito, da Liga Brasileira de Lésbicas, São Paulo (SP).

O encontro também recebeu a visita ilustre da Maria da Penha, ex-farmacêutica vítima de violência doméstica, que nomeia a lei 11.340. “Fico muito feliz em ver também as mulheres jovens se reunindo e sugerindo políticas públicas específicas”, comentou.

O primeiro Encontro Nacional das Jovens Feminista teve o apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Secretaria Nacional de Juventude e Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ambas do governo federal. Além da Prefeitura de Fortaleza e Fundação Friedrich Ebert Stiftung.

* Texto originalmente publicado no site da Revista Viração

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No marco do I Encontro Nacional de Jovens Feministas e resgatando a trajetória história dos movimentos de mulheres negras e feminista, as Negras Jovens feministas escrevem carta que traz, entre outras coisas: recomendações, exigências e principais agendas defendidas pelas jovens negras. Confira a  carta e não deixe de discuti-la nos seus espaços de atuação e no I Encontro Nacional de Jovens Feministas.

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Algumas ds Negras Jovens Feministas presentes no I Encontro Nacional de Jovens Feministas

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O I Encontro Nacional de Jovens Feministas ocorrerá no Centro de Desenvolvimento Educacional 7 de Setembro em Maracanaú, no estado do Ceará. Tal espaço será sede do encontro entre  dias 13 e 15 de março, apenas no último dia, quando ocorrerá a  Conferencia Livre, o endereço será o Centro de Referência do Professor situado na Rua Conde D’eu, s/n Centro – Fortaleza – CE

 Hospedagem  

A hospedagem estará liberada às 8 horas da manhã do dia 13 de Março e  se encerra  às 8 horas  da manhã do dia  16 de Março.

As participantes ficarão hospedadas no Centro de Treinamento 07 de setembro. Endereço: Rua Beatriz Calixto – N 305 – Pajuçara – Maracanaú – CE.

 

Importante: As hospedagens serão em quartos com capacidade 12 a 20 pessoas, é necessário trazer roupa de cama e Toalhas.

 

Para mais informações:

 Secretaria do Encontro

IJC – Instituto de Juventude Contemporânea situado na Rua Manoel Padilha N 126 Fátima – Contato: (85) 3247-7089 Falar com Camila Silveira  ou Hanoy (Lembramos que todas/os as/os educadores do IJC tem informações do Encontro) Site: www.ijc.org.br

 

 Outros contatos da comissão organizadora  no Ceará: 

Camila Silveira: 9934-9686 ou 8866-6035

Raylka Frankilg – 8872-8624

Lídia Rodrigues – 8881-1541

 

 

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