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Archive for abril \29\UTC 2008

Por Camila Galdino, enviada especial do Diálogo Jovem para a Conferência*

A descriminalização e a legalização do Aborto foram os temas principais do Grupo de Trabalho sobre Mulheres Jovens na I Conferência Nacional de Juventude. Segundo Andréia Augusta, membra da Articulação Brasileira de Jovens Feministas, o aborto é uma questão de saúde pública, “devemos lutar não só pela descriminalização e legalização do Aborto, mas principalmente pela melhoria da Educação”.

O Brasil é responsável por 1 milhão de interrupções de gravidez de forma insegura a cada ano. Estudos revelam que a média brasileira no ano passado foi de 2,07 abortos induzidos por grupo de 100 mulheres. O problema é mais grave na Região Nordeste, região na qual a taxa é de 2,73, maior que a média nacional.  “A presença marcante de ideologias religiosas na Região Nordeste nos impede de avançar na discussão sobre o Aborto”, contextualiza Camila Silveira do Coletivo de Instituto da Juventude Contemporânea. A Região Sul foi a que apresentou a menor taxa, de 1,28 por 100 mulheres.

Andréia Augusta afirma também que a prática do aborto, na maioria das vezes, é recorrente de uma série de condições e situações sociais que atingem a vida das mulheres, boa parte dessas são jovens negras e de periferias. “A gente tem que pensar que o código civil brasileiro penaliza não a ação, mas sim a mulher, quando eu assumo uma posição de ser a favor da legalização e descriminalização do Aborto, eu afirmo que toda e qualquer mulher deve ter o direito de decidir sobre o seu corpo, sem levar em conta a religião, sem levar em conta todas as imposições que o Estado lança sobre nós mulheres”, explica.

 

Para Elisiane Pasini, da ONG Themis, é fundamental compreender, de fato, a liberdade sobre os nossos corpos e o significado dos nossos Direitos Sexuais e Reprodutivos. Ela afirma que a discussão sobre o Aborto envolve muito mais que apenas o direito de escolha, a temática perpassa por temas como política, cultura, cidadania e além de ser uma questão de saúde e educação.

 * A ida da repórter à Conferência contou com o apoio da Fundação Friedrich Ebert

 

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Por Camila Florêncio e Camila Galdino

50 jovens provenientes de vários estados do Brasil participaram em Brasília, nos dias 26 e 27 de abril, do Encontro de Jovens Comunicadoras e Comunicadores que farão a cobertura da 1ª Conferência Nacional de Políticas para a Juventude. A Atividade foi  promovida pela Revista Viração em parceria com a ONG Catavento Educação e Comunicação, Ciranda – Central de Notícias , Fundação Friedrich Ebert e a Fundação Athos Bulcão.
O primeiro dia de trabalho dessa galera foi marcado por uma importante discussão sobre as pautas das políticas públicas de comunicação no Brasil. Um dos focos de discussão foi as lacunas existentes entre a mídia e a democracia. Para Carol Ribeiro do Intervozes, é necessário se construir uma base social em relação à comunicação no Brasil.  Isso porque o modelo de apresentação de mídias públicas é caracterizado pelo controle de oligarquias políticas regionais e pela concentração do poder nas mãos de poucos grupos controladores do espectro de freqüências.Carol do Intervozes
De acordo com Carol, o excesso de intervenção estatal na TV pública não garante a democracia e regionalidade. Ao invés disso, o governo centraliza suas verbas de campanhas em grandes veículos de comunicação, as quais poderiam ser utilizadas em veículos de mídia alternativa, como rádios comunitárias. Veículos que garantem vez e voz a essa diversidade de público existente, muitas vezes estigmatizados pela grande mídia, e que necessitam ser fortalecidos.

Diante dessa problemática se destaca a violação dos Direitos Humanos, principalmente no que diz respeito à imagem das mulheres, em especial as jovens. Um grande exemplo é a exploração do corpo da mulher como produto pela publicidade e propaganda, uma forma de violência que se manifesta tão sutilmente que, às vezes, não a identificamos como tal.

A ausência de um controle público efetivo a esse tipo de programação e conteúdo leva os movimentos de comunicação e movimento feminista a um constante questionamento sobre os limites da liberdade de imprensa. Já que o programa deveria ser para todos e “garantir o nosso direito à comunicação,  aquele que  discutimos de igual para igual.”, diz Carol.

Importante dizer que a mobilização dos movimentos sociais e o diálogo com o poder público tem surtido algum resultado em relação aos meios de comunicação. Exemplos disso são o edital de financiamento a comitês de acompanhamento dos conteúdos exibidos pelos meios de comunicação, criados pela Secretaria nacional de Políticas públicas para as Mulheres e o grupo de comunicação social responsável por executarem denúncias e as levarem ao Ministério Público.

Saiba mais sobre a reunião:  Cobertura da Revista Viração

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Resultados do encontro

 

No I Encontro Nacional de Jovens Feministas, as 100 participantes aprovaram estratégias importantes da Articulação Brasileira de Jovens Feministas, entre elas: a eleição de 11 facilitadoras nacionais, demandas regionais, uma agenda nacional e a carta de princípios da articulação. Abaixo trecho da carta e em anexo a postamos  na íntegra!

A Articulação Brasileira de Jovens Feministas é uma rede constituída por mulheres jovens independentes, de organizações e movimentos: negras, lésbicas, indígenas, quilombolas, rurais, da periferia, sindicalistas e de populações tradicionais e provenientes de diferentes regiões do Brasil.

Tem um caráter democrático, suprapartidário, anti-capitalista, anti-racista, antipatriarcal,

anti-lesbofóbico, não sexista, não adultocêntrico, não confessional, não hierárquico e não governamental.

Surge a partir da percepção de que as mulheres jovens possuem especificidades que devem ser visibilizadas nos movimentos feministas e de juventudes.

Constitui-se como espaço importante de diálogo e empoderamento das mulheres jovens, sobretudo o fortalecimento à participação política e cidadã, defesa dos direitos humanos e dos direitos sexuais e reprodutivos como direitos humanos, reafirmando acordos e tratados ratificados pelo Brasil.

Acesse na íntegra a Carta-de-principios-de-articulacao-brasileira-de-jovens-feministas

 

 

 

 

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