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Archive for novembro \26\UTC 2008

Uma mulher é espancada a cada 15 segundos no Brasil e

ao menos 33% já sofreram algum tipo de violência física –

“o machismo mata todos os dias” (Benoit Groul)

 

Neste Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres, o movimento feminista do Brasil tem muito que dizer sobre conquistas e avanços e muito mais a exigir.

 

1 – Mulheres enfrentando a violência – lutas, avanços e conquistas: – Nos anos 1980 exigimos a punição dos agressores sob o lema o silêncio e a impunidade são cúmplices da violência!” Foi sob a pressão e a inspiração feministas que foram criadas as Delegacias da Mulher, e algumas Casas Abrigo. No final da década de 1990 compreendemos que a violência doméstica é também um problema de saúde pública, pois afeta a saúde e a vida das meninas e das mulheres.

Apesar das conquistas, a violência contra a mulher ainda é um grave problema social, contribuindo para preservar desigualdade histórica nas relações entre mulheres e homens. Acobertada pela cumplicidade da sociedade e pela impunidade, a violência contra a mulher ainda é um fenômeno pouco visível. O silêncio é cúmplice da violência e pai da impunidade. Por isso mesmo, é fundamental que nós, mulheres, levantemos nossa voz para denunciar a violência contra a mulher que ainda ocorre em silêncio em tantos lares e no conjunto da sociedade.

 

2 – Exigimos a garantia de implementação da Lei Maria da Penha: – No governo Lula houve avanços significativos, dentre os quais destacamos o Pacto Nacional pelo enfrentamento à violência contra a mulher e a Lei Maria da Penha que deverá ser uma conquista real para as mulheres. Para isso, reivindicamos a urgente criação/ ampliação:

        – dos juizados de violência doméstica e familiar contra a mulher; a regionalização e a interiorização das delegacias especializadas de atendimento à mulher com profissionais capacitad@s; dos núcleos de defensorias públicas especializadas em direitos das mulheres; dos centros de referência para atendimento das mulheres em situação de violência; de casas abrigos; de serviços de saúde com profissionais capacitados para o atendimento de mulheres vítimas de violência; de Programas de prevenção à violência com campanhas permanentes na educação e medidas junto aos meios de comunicação.

               

Sua atitude faz a diferença. Denuncie!

Lei Maria da Penha.  Comprometa-se!

* Material produzido pela UBM – União Brasileira de Mulheres.

 

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