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Archive for março \20\UTC 2009

Abertura com arte e espontaneidade da cantora mexicana feminista Astrid Hadad que ousou em fazer várias paródias em torno do machismo que permeia toda a América.

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Trajando roupas típicas do país, Astrid também fez orações em que contestava-se o capitalismo e com muito bom humor, satirizou o fato de que muitos homens que vivenciam a impotência sexual culpam as mulheres e não reconhecem o seu problema como pessoal.

Sob a mediação da Télia Negrão do Brasil, o segundo dia de encontro foi marcado pela plenária Las realidades Latinoamericanas ante los fundamentalismos de hoy. Com a participação de oito feministas de países distintos da América Latina e Caribe, a plenária retratou que a democracia não existe para todas as nações e isso se dá em

conseqüência do conservadorismo que afeta completamente o cotidiano das mulheres e das normas sociais que não consegue suprir todas as deficiências do sistema opressor. Para isso, lembra Gina Vargas do Peru que é necessário a união entre as mulheres para que com isso os direitos sexuais e reprodutivos sejam assegurados.

Ana Lúcia Ramirez da Colômbia salientou a importância das mulheres fazerem valer seus direitos em toda a América e Caribe e que durante a crise econômica mundial possamos fortalecer algumas questões junto a Europa, pois existe muita mão de obra de mulheres na manutenção do capital. Já Gina Vargas do Peru citou a interferência da espiritualidade no cotidiano feminista, segundo ela de alguma forma as religiões dificultam o processo de modernização e um outro olhar por parte dos governos.

abertura1Feminismo é política. Parece que para os governos, nós somos de Marte, nos tratam com descaso, afirma Jeny de La Torre da Espanha.

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Por Gabriela Veloso, Maria Camila e Roseane Ribeiro

1200  mulheres participam do XI Encontro Latino Americano e do Caribe – EFLAC que ocorre do dia 16 a 20 na Cidade do México. Pela primeira vez mulheres trans também integram o encontro.  O cadastramento teve início às 9 da manhã de hoje, quando ainda estávamos no aeroporto passando pela última etapa de toda um processo burocrático para entrarmos no México, lamentavelmente todas as jovens da Articulação Brasileira de Jovens Feministas, enfrentaram uma série de dificuldades para adentrar neste país.  

A abertura se iniciou às 18:30h, com a exibição do vídeo sobre algumas feministas históricas da América Latina. No entanto, sentimos falta das feministas brasileiras nele. Porém esperamos que ao decorrer do encontro, não só feministas brasileiras como também jovens, negras sejam visibilizadas!

Além disso, a abertura contou com alguns rituais de culto a natureza, dentre eles um especial que retratava através da pintura no corpo das mulheres o aprisionamento delas, e que as forças da natureza trazem a autonomia do corpo das mulheres. Ao término da abertura, enquanto acontecia um coquetel para recepcionar as feministas, nós entrevistamos a Maria de Lourdes Maya, de 26 anos e que é participante do Elige – México. “Lúlu”, como é conhecida, já se identifica e atua na causa feminista há 4 anos. Para ela, ser jovem feminista é um desafio em dois sentidos, por um lado as jovens são discriminadas pela “falta de experiência”, e além disso necessitam ter uma posição frente ao mundo. Ela contou ainda sobre o desafio de ser uma jovem que está na organização do encontro “muitas vezes falta congruência entre as feministas, por que por sermos jovens de repente elas creem que pode guiar molestas contigo”. E acrescentou a respeito de suas espectativas ” creio que toda América Latina tem condições muito particulares que as diferenciam de outras zonas. Por isso é muito importante que as mulheres desta região dialoguem e participem na construção de uma nação onde se pode viver sem discriminação com eqüidade, e respeitando a diversidade entre as pessoas, sobretudo entre as mulheres jovens!”

** A proposta desta edição especial do Diálogo Jovem não é produzir textos jornalísticos, mas fazer com que as jovens que não estão aqui possam acompanhar este momento histórico. Por isso, acompanhe o blog ao decorrer do encontro!

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A ausência da imagem e da voz de um Brasil plural, multicultural e multi-étnico faz com que a maioria das mulheres brasileiras não se reconheça na TV. São constantes na grade de programação a banalização do sexo e da violência, a fragilidade e subalternidade reforçadas como coisa natural, a maternidade e o casamento como única fonte de realização, a produção, espetacularização e interpretação da “realidade” segundo uma visão única e conservadora, o modelo inalcançável e impositivo de beleza.

Cotidianamente, as mulheres têm sua auto-estima rebaixada pelo modelo autoritário e irreal de mulher que a televisão projeta em nosso inconsciente. Da mesma forma, a TV interfere no imaginário coletivo, perpetuando um mundo habitado pela violência e desigualdades de gênero em vez de produzir imagens que proponham novas possibilidades nas relações.

É um universo complexo, no qual as mulheres, de maneira geral, apenas começam a se aprofundar. Por outro lado, a experiência de atividades de sensibilização e discussão sobre o tema revela que todas se interessam pelo assunto. E mais: querem saber como agir de maneira conseqüente diante da representação feita da mulher na mídia. Ao mesmo tempo, no entanto, faltam-nos instrumentos e recursos para disseminarmos o debate e construirmos alguma estrutura para o necessário controle social.

Neste sentido, a realização de um seminário nacional sobre o controle social da imagem da mulher na mídia propiciará a construção de um ambiente favorável a esta demanda. O seminário acontece de 12 a 15 de Março na cidade de São Paulo com a presença de 150 mulheres de todos os Estado do Brasil.

 

 

 Para saber mais, acesse: http://www.mulheremidia.org.br/

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Do Portal Correio – Paraíba

 

Segmentos da Igreja Católica e representantes de movimentos sociais marcaram para a próxima quinta-feira (5), em João Pessoa, a realização de um público de apoio ao deputado-padre Luiz Couto (PT) e de repúdio à ação do arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, por afastar Couto das atividades eclesiásticas.

 

A manifestação está prevista para iniciar às 15h, no Parque Solon de Lucena, centro da Capital. Paralelamente aos preparativos para a realização do evento está sendo organizado um abaixo-assinado que será encaminhado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pedindo a saída de Dom Aldo da Arquidiocese.

 

A professora Liliane Oliveira contou que além dos movimentos sociais, integrantes de Pastorais e cidadãos católicos também irão integrar-se ao ato público, por considerarem equivocada a decisão do representante da Igreja na Paraíba. “Luiz Couto acabou sendo vítima por ter se posicionado. As opiniões dele não divergem das já declaradas por outros membros da Igreja”, lembrou.

 

O padre e deputado federal Luiz Couto (PT-PB) foi afastado de suas funções dentro da Igreja Católica por decisão de Dom Aldo di Cillo Pagotto, Arcebispo da Paraíba. O anúncio da suspensão foi feito nesta quarta, 25, em virtude de uma entrevista concedida ao jornal “O Norte”, em que Luiz Couto vai contra determinados posicionamentos apregoados pela Santa Sé, defendendo o uso da camisinha por ser uma “questão de saúde pública” e o fim do preconceito contra homossexuais.

 

 

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Da Vitrine do Cariri
Agência UFPB

 

A Ministra da Casa Civil do Governo Federal Dilma Rousseff, faz conferência no Encontro do Fórum de Mulheres da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

A Ministra da Casa Civil do Governo Federal, Dilma Rousseff, será uma das conferencistas do VI Encontro do Fórum de Mulheres da UFPB, que acontecerá no período de 5 a 8 de março no Campus de João Pessoa e na Estação Ciência Cabo Branco. Dilma abordará o tema “Mulheres e Poder”. O evento faz parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

A abertura da conferência acontece na quinta-feira dia 5, com o Ato de Solidariedade às Mulheres Árabes e um recital pela Soprano Maria do Rosário Leite, a Violinista Juliana Santos Couto e a Teatróloga Petra Ramalho. A programação segue às 9h30, com o tema “Universidade, Cultura e Arte Popular: Memórias Femininas” e um depoimento da professora Harue Tanaka, autora do livro, Diário de uma ritmista aprendiz, com a coordenação da professora Wilma Mendonça do Fórum de Mulheres da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

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Ainda de acordo com o programa, às 10h haverá uma homenagem com o tema “Balula: A Escola de Samba na Universidade” tendo depoimentos do Mestre Romero da Escola de Samba Malandros do Morro da Torre e Lau Siqueira da Prefeitura de João Pessoa. Balula era integrante da escola e faleceu no ano passado. Após a homenagem uma apresentação da bateria da Malandros do Morro.

Após o almoço, às 14h, haverá a mesa redonda “Afinal, o que querem as mulheres” com as participações de Margarida Assad, do Programa de Pós-Graduação em Letras/UFPB, Rita Porto do Centro de Educação/UFPB, Sandra Moura do Pólo Multimídia/UFPB, Maria do Socorro Medeiros da Coordenação da Residência Universitária Feminina Elizabeth Teixeira, Nazaré Zenaide dos Direitos humanos e Mônica Nóbrega, da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFPB.

Na sexta 6, às 9 horas, mesa redonda com o tema “Mulheres e Terra no Brasil; às 14h, “Mulheres e o Mundo Sagrado”. Já às 16 horas, “A Mulher Escrita: Estudos Discentes” e às 17 horas com oFórum de Mulheres da UFPB.

A programação da sexta-feira dia 6, às 17h40, será encerrada com lançamentos de obras: De Imilcea Medellín: a poesia de Lucila Nogueira, de André Cervinks do Proling e Mulheres no Brasil: resistência, Lutas e conquistas com organização de Liane Schneider do Programa de Pós-Graduação em Letras e Charlinton Machado do Centro de Educação.

No sábado dia 7 o encontro prossegue no auditório do Centro de Tecnologia, às 9 horas, com a conferência “Mulheres e Violência”. À tarde, às 14h e 16 horas, as mesas redondas “O Olhar Masculino Sobre as Mulheres” e “A Mulher Escrita; Estudos Discentes”. As 19h, na Residência Universitária no centro será lançado o livro ”Elisabeth Teixeira: uma mulher da terra”, de Ayala Rocha.

No Domingo às 10 horas, na Estação Ciência, haverá a conferência “Mulheres e Poder” com Dilma Roussef, Ministra da Casa Civil do Governo Federal. A mesa terá a seguinte composição: Maria Yara Matos,Vice-Reitoria da UFPB; Wilma Mendonça,Coordenadora do Fórum de Mulheres da UFPB; Lila, da Marcha Mundial das Mulheres e Socorro Brito, Gerente Executiva do INSS.

O evento será encerrado às 14h, com a mesa redonda “Vozes e Discursos de Mulheres: Questões Étnico-Raciais e de Gênero.

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