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Archive for outubro \30\UTC 2009

Segundo Banco Mundial, em cinco anos, elas terão rendimento equivalente a duas vezes as riquezas de China e Índia.

Fonte: Bom Dia Brasil – 26/10/09

Os novos números mostram que as mulheres americanas já são maioria nas universidades. Este ano, nos Estados Unidos, elas quebraram uma barreira: pela primeira vez, representam metade da força de trabalho americana, sem contar os trabalhadores autônomos. Até o fim do ano devem ultrapassar os homens e se tornar maioria também no mercado de trabalho.

Segundo o Banco Mundial, em cinco anos, as mulheres terão juntas rendimentos de US$ 18 trilhões. É o equivalente a duas vezes o total das riquezas da China e Índia.

As mulheres controlam mais de 60% do consumo mundial. Com o orçamento familiar, compram o equivalente a US$ 12 trilhões por ano. Mas uma pesquisa mostrou ainda que a indústria e o comércio não se deram conta da força das consumidoras.

Capa de telefone celular cor-de-rosa, uma versão para mulheres. Boa estratégia? Um erro grosseiro, de acordo com a mais nova pesquisa sobre consumo nos Estados Unidos. O estudo revelou que as mulheres reclamam que são mal compreendidas pelas empresas e lojas.

Uma das pesquisadoras, Kate Sayre disse que as consumidoras querem um design feminino, mas que combine com as necessidades da vida corrida, entre casa e trabalho. Querem pagar preço justo pela mercadoria que levam e esperam também encontrar roupas para o trabalho, para sair à noite e para ficar em casa com os filhos, tudo em uma só loja.

A pesquisa ouviu 12 mil mulheres de 22 países, incluindo o Brasil. Kate disse que ficou surpresa. As brasileiras se mostraram as mais felizes, entre as entrevistadas. Ficam satisfeitas com o que compram. Segundo Kate, as brasileiras são um exemplo entre as consumidoras, se cuidam, procuram comprar produtos saudáveis e naturais.

 

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Publicado pelo Ministério das Comunicações, 09/10/09

Brasília – O governo decidiu transferir para 14 a 17 de dezembro a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). A nova data foi definida para compatibilizar a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como ele viaja para o exterior no início de dezembro, não poderia participar do evento, convocado inicialmente por ele mesmo para 1º a 3 de dezembro.

A decisão de transferir a data da conferência foi definida pelo presidente em reunião com os ministros Hélio Costa (Comunicações), Franklin Martins (Secom) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) na tarde de quarta-feira. O anúncio foi confirmado pelo presidente da comissão organizadora nacional da 1ª Confecom, Marcelo Bechara, na manhã desta sexta-feira, 9 de outubro. O decreto de convocação deve ser publicado no Diário Oficial da União na próxima semana.

De acordo com Bechara, como foi o presidente quem convocou, ainda em abril, a conferência, somente ele pode abrir o evento. “É desejo do presidente Lula participar da abertura da conferência de comunicação, a primeira a ser realizada na história do país. É natural que ele possa adequar sua agenda para participar da abertura, que acontece no dia 14 de dezembro”, justificou o consultor jurídico do Ministério das Comunicações.

O presidente já sancionou o Projeto de Lei 27/09, liberando R$ 6,5 milhões para a conferência. A medida recompõe os recursos previstos inicialmente no orçamento do Ministério das Comunicações para a realização do evento. O governo vai investir R$ 8,2 milhões para trazer 1.664 delegados de todos os estados brasileiros para participar das discussões plenárias.

O tema da 1ª Conferência Nacional de Comunicação é “Comunicação: meios para construção de direitos e de cidadania na era digital”. O encontro será realizado no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, no centro da capital federal, a 8 km do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek.

A partir da próxima semana, Hélio Costa, Franklin Martins e Luiz Dulci realizarão reuniões periódicas para acertar o encaminhamento de eventuais problemas a fim de cumprir a convocação do presidente Lula.

Ascom/Ministério das Comunicações

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Brasil, Outubro de 2009.

A Articulação Brasileira de Jovens Feministas rede constituída por jovens mulheres independentes, de organizações e movimentos: negras, lésbicas, indígenas, quilombolas, rurais, da periferia, sindicalistas e de populações tradicionais e provenientes de diferentes regiões do Brasil em consonância com seus objetivos de lutar pelo reconhecimento e fortalecimento dos direitos humanos das jovens mulheres convoca o movimento feminista a acompanhar o processo de eleição do Conselho Nacional de Juventude CONJUVE.

Alertamos que as políticas públicas de juventude no Brasil tem se orientado por uma perspectiva universalista que desconsidera as particularidades das jovens mulheres e tem contribuído para agravar e aprofundar as desigualdades de gênero, principalmente entre gerações.

Recordamos que a II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres realizada em 2007 se constituiu num terreno fértil para a realização de diálogos intergeracionais entre as mulheres de todas as idades, raça/etnia, classes sociais, orientação afetivo sexual e outras identidades e que estas, reafirmaram compromisso feminista de lutar pela emancipação e autonomia de todas as mulheres.

Denunciamos que a composição do CONJUVE tem descumprido o compromisso assumido pelas juventudes no marco da construção das políticas públicas de Juventude de assegurar a pluralidade e diversidade de representações juvenis nos processos de elaboração, implementação e monitoramento das políticas públicas de juventude.

Relembramos que o II Plano Nacional de políticas para as mulheres em seu capítulo 10 que trata do enfrentamento das desigualdades geracionais que atingem as mulheres reconhece que as temáticas geracionais voltadas as jovens mulheres não pode ser tratada de maneira isolada, devendo ser incorporada por cada setor responsável pela execução das políticas em seu trabalho cotidiano.

Observamos com preocupação que na agenda do CONJUVE questões determinantes para a Garantia dos direitos humanos das jovens mulheres como o combate a violência contra as mulheres e a legalização do aborto tem sido tratados como temas de menor importância. A I Conferência Nacional de políticas para a juventude foi um marco importante para a afirmação das políticas públicas de juventude, onde, as juventudes legitimadas para elaborarem propostas de políticas públicas, aprovaram a 11ª prioridade que reivindica a implementação de políticas públicas de promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos das jovens mulheres, garantindo mecanismos que evitem mortes maternas, aplicando a lei de planejamento familiar, garantindo o acesso a métodos contraceptivos e a legalização do aborto, no entanto, ao longo da gestão 2008 e 2009 pouca ou nenhuma iniciativa foi proposta e executa pelo CONJUVE no sentido de contribuir para o debate reflexão e execução dessa demanda.

Reivindicamos uma política pública de juventude que considere e reconheça as jovens mulheres como sujeitos pensantes, propositoras e parceiras na implementação de políticas públicas que contribuam para o enfrentamento da situação de extrema vulnerabilidade em que vivem as jovens mulheres no Brasil.

Diante dos fatos expostos e por sermos jovens feministas conscientes de nossa responsabilidade na construção de uma sociedade não sexista, não racista, não lesbofóbica e não opressora, convocamos todas as mulheres organizadas no Movimento Feminista, em coletivos de jovens, núcleos universitários, organizações de pesquisas, organizações comunitárias e de base, sindicatos, partidos, de povos tradicionais, organizações educacionais e culturais, em organizações de trabalho e renda. Todas as mulheres, onde quer que estejam organizadas, a disputarem o CONJUVE, pois este é um espaço que carece de intervenção feminista para a garantia dos direitos humanos das jovens mulheres.

Articulação Brasileira de Jovens Feministas

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Do Portal Paraíba 1

 

Dados revelam que a ilegalidade do aborto no Brasil impacta diretamente na qualidade do atendimento no sistema público de saúde. Gastos público com práticas não recomendadas chega a quase R$ 533 mil só em João Pessoa.

Pesquisadoras da Cunhã – Coletivo Feminista, Grupo Curumim (Pernambuco), CFEMEA (Brasília) e IPAS (Rio de Janeiro) e representantes do movimento de mulheres são as responsáveis por investigar os números e o impacto da ilegalidade do aborto para as mulheres e o sistema público de saúde na Paraíba.

Os resultados fazem parte do Dossiê sobre a Realidade do Aborto Inseguro na Paraíba: O Impacto da Ilegalidade do Abortamento na Saúde das Mulheres e nos Serviços de Saúde de João Pessoa e Campina Grande.

Um exemplo de desperdício de dinheiro público é a baixa utilização da AMIU (Aspiração Manual Intra-Uterina) no estado, que tem inúmeras vantagens – inclusive de menor custo para o SUS – em relação ao procedimento de curetagem pós-abortamento, que é a raspagem do útero.

A curetagem prolonga o tempo de internação da paciente, oferece riscos de infecção para as mulheres, e é mais cara do que a AMIU. Enquanto João Pessoa realizou apenas 29 AMIU entre janeiro de 2008 e junho de 2009, foram realizadas na capital 2.803 curetagens e, em Campina Grande (onde ainda não é realizado o procedimento de AMIU), foram feitas 2.319 curetagens no mesmo período.

Os gastos públicos em João Pessoa com curetagens pós-abortamento foram de R$ 532.422 e, em Campina Grande, o custo com o procedimento foi de R$ 414 mil. Ao mesmo tempo, foram gastos com AMIU apenas R$ 3.746, em João Pessoa, no mesmo período.

O Dossiê é resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido em parceria com o IPAS, Curumim e conta com o apoio do Instituto de Medicina Social da UERJ. Até agora já foram feitos trabalhos similares nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia e Mato Grosso do Sul, visando demonstrar os impactos da ilegalidade do aborto nestes estados. Nos próximos dias, o Dossiê da Paraíba será divulgado amplamente a parlamentares no estado.

Na próxima semana, uma comitiva formada por representantes destas organizações visitará duas maternidades da Paraíba para avaliar a qualidade do atendimento às mulheres. Na próxima terça-feira (20), às 11h, será feita uma visita à Maternidade Instituto Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande, e na quarta-feira (21), às 10h será a vez do Instituto Cândida Vargas, em João Pessoa.

 

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Do www.unfpa.org.br

Especialistas avaliaram conquistas e desafios nos 15 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento.

Na América Latina, a taxa de gestação na adolescência é uma das mais altas de todo o mundo, ficando atrás apenas da África Sub-Sahariana. Por isso o fenômeno “preocupa e nos chama para uma ação urgente”, ressaltaram os especialistas reunidos em Santiago do Chile durante o seminário regional Avances y acciones clave para la implementación del Programa de Acción de El Cairo, a 15 años de su aprobación.

Especialistas de todo o continente e representantes de organismos internacionais entregaram esta semana, no final do encontro, uma série de recomendações para conquistar a implementação efetiva do Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), acertado no Cairo em 1994.

O seminário é uma iniciativa conjunta da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL) e do UNFPA, o Fundo de População das Nações Unidas.

Ainda que taxa global de fecundidade tenha baixado de 5,9 filhos entre 1950-55 para 2,4 nos últimos cinco anos, as adolescentes praticamente duplicaram o aporte da taxa de fecundidade, passando de cerca de 8,5% em 1950-55 para 14,3% em 2000-2005.

Os estudos mostram que a informação e a educação para a tomada de decisões responsáveis por parte dos jovens e das jovens continuam sendo insuficientes, assim como o acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva.

A gestação na adolescência é a um só tempo causa e resultado das desigualdades econômicas, étnicas, generacionais e de gênero. A maioria das mães adolescentes sofre exclusão social e seus filhos e filhas têm alta probabilidade de continuarem imersos na mesma dinâmica, dificultando a redução da pobreza.

“A desigualdade continua sendo um obstáculo de grande monta para alcançarmos as metas do Plano de Ação do Cairo assim como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e é preciso enfrentá-la”, ressaltou Mari Simonen, Diretora Executiva Adjunta do UNFPA.

Por sua vez, Alicia Bárcena, Secretaria Executiva da CEPAL, disse que a gestação na adolescência é só um dos múltiplos desafios que enfrentam os jovens na América Latina, especialmente as mulheres. Há 105 milhões de jovens na região. “É indispensável aumentar o investimento nos jovens, especialmente nas áreas de saúde sexual e reprodutiva, educação e emprego”, sugeriu.

Além da desigualdade e da fecundidade entre os adolescentes, os especialistas advertiram sobre um terceiro desafio: a mortalidade materna. Consideraram inaceitável que ainda persistam nos países da região casos de mortalidade materna por causas evitáveis. “Necessitamos ação imediata para salvar a vida das mulheres”, ressaltou. “A igualdade de gênero está na base das conquistas relacionadas a saúde materna”.

Em suas recomendações, os especialistas indicaram que um dos principais desafios da América Latina e Caribe para os próximos anos será inovar nas políticas e programas que ajudem a reduzir a desigualdade socioeconomica, de gênero, generacional e étnica.

Para download dos principais documentos do seminário original, acesse: enlace.

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